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Caiado diz que não pretende penalizar aposentados e deixa reforma da Previdência para segundo momento

Ronaldo Caiado afirmou, durante a Sabatina Globo/Valor/CBN, que não pretende adotar medidas que reduzam imediatamente direitos de aposentados e trabalhadores caso seja eleito presidente da República. A declaração ocorreu durante discussão sobre o equilíbrio das contas públicas e o futuro da Previdência.

Questionado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários do salário mínimo, Caiado foi direto ao defender os direitos já adquiridos.

“Direito adquirido, você não toca nele”, afirmou.

O candidato argumentou que uma mudança estrutural na Previdência teria efeitos fiscais apenas no longo prazo e, por isso, não estaria entre as primeiras medidas de sua eventual administração.

“Que adianta você mexer em reforma da previdência agora se ela só vai ter reflexo daí quantos anos?”, questionou.

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Caiado afirmou que o envelhecimento da população exige uma discussão de longo prazo e defendeu que especialistas sejam chamados para construir uma solução compatível com a nova realidade demográfica brasileira.

“Eu não vou deixar de ouvir as boas cabeças no Brasil para nós chegarmos num projeto que seja compatível com avanço da faixa etária nossa”, declarou.

O candidato citou como exemplo uma alternativa adotada na Alemanha e afirmou que o Brasil precisa discutir o tema considerando o aumento da expectativa de vida da população.

Apesar de reconhecer a necessidade de debater o futuro do sistema previdenciário, Caiado disse que a reforma não seria uma prioridade de seu primeiro momento no Palácio do Planalto.

“A reforma da previdência, ela será tratada no momento em que nós primeiro limparmos a casa”, afirmou.

Segundo ele, a prioridade inicial seria reorganizar as contas públicas e combater desperdícios, excessos e desvios. Nesse contexto, Caiado disse que não pretende reduzir políticas sociais consideradas “emancipatórias” nem penalizar aposentados e trabalhadores.

“Primeiro momento, eu não vou penalizar aposentado, nem vou penalizar trabalhador”, declarou.

A posição apresentada na sabatina estabelece, portanto, uma distinção entre preservar os direitos atuais e discutir mudanças futuras no sistema. Caiado defendeu que qualquer alteração seja construída com base em estudos técnicos e participação de especialistas, depois de uma reorganização das contas públicas.


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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares