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Em homilia, Padre Robson cita “ganância e inveja” como motivo de não estar presente na Festa do Divino Pai Eterno

O ex-reitor do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, Padre Robson de Oliveira comentou, durante uma homilia realizada nesta semana em sua paróquia, no interior de São Paulo, sobre o momento que viveu e que levou ao seu afastamento da congregação da qual era o principal líder em Goiás. O vídeo com trechos da homilia foi divulgado pelo Portal Pauta Goiás Oficial.

Padre Robson fez um desabafo sobre os impactos das ações judiciais em sua vida. Ele falou com certo ressentimento sobre o que ocorreu após a denúncia e a investigação conduzidas pelo Ministério Público de Goiás. “Hoje eu não estou lá em Trindade, celebrando a festa do Pai Eterno. Não é porque eu quero, não é porque eu escolhi esse caminho, foi porque houve tormentas pesadas na minha vida, ganância, inveja, tanta coisa, me tiraram de lá”, explicou.

O religioso ainda ressaltou que os impactos em sua vida foram grandes e, conversando com os fiéis, destacou que a vida é assim: “Coisas, meu irmão e minha irmã, que acontecem, que a gente não prevê, a gente não quer, a gente não espera. Que a gente não merece”, desabafou Padre Robson.

Ao final, ele convidou todos os que puderem a participar da Romaria do Divino Pai Eterno. Também relembrou que nasceu na cidade de Trindade e encerrou fazendo a tradicional evocação dos romeiros: “Viva o Divino Pai Eterno!!!!!!”.

Sobre o processo

O processo penal contra Padre Robson de Oliveira foi arquivado definitivamente em setembro de 2024, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) negou os recursos do Ministério Público e manteve o trancamento das investigações criminais e cíveis. O sacerdote foi inocentado das acusações de desvio de doações e lavagem de dinheiro relacionadas à sua gestão na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).

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As denúncias, que tiveram origem na Operação Vendilhões, começaram em 2017, quando o padre foi vítima de extorsão e efetuou pagamentos aos chantagistas com recursos da entidade para impedir a divulgação de vídeos íntimos. Após perícias e análises realizadas pelas instâncias superiores da Justiça, concluiu-se pela inexistência de crimes, consolidando o arquivamento das investigações e o encerramento das apurações contra o religioso.


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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares