Economia • atualizado em 02/02/2026 às 09:47

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira

Reajuste de 6,79% impacta quase 62 milhões de brasileiros e injeta mais de R$ 80 bilhões na economia em 2026
Foto: Divulgação
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O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores formais. O valor pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro. O reajuste de 6,79%, equivalente a um aumento de R$ 103, foi oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025.

O cálculo segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite estabelecido pelo arcabouço fiscal. Pela regra vigente, o ganho real ficou limitado a 2,5% acima da inflação.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso previdenciário começaram a receber o novo valor no último dia 26. O calendário de pagamentos segue até esta sexta-feira (6), conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Valor do salário mínimo em 2026

Mensal: R$ 1.621

Leia Também

Diário: R$ 54,04

Hora: R$ 7,37

Como foi calculado o reajuste

INPC: 4,18%

Crescimento real do PIB: 3,4%

Ganho real limitado pelo arcabouço fiscal: 2,5%

Reajuste total: 6,79%

Impacto econômico

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

O governo federal estima um impacto total de R$ 110 bilhões, considerando também a política de isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o reajuste deve gerar um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Além de trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve de referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Benefícios e contribuições atualizados

INSS

Benefícios no piso: R$ 1.621 (reajuste de 6,79%)

Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90%

Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

Até R$ 1.621: 7,5%

De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

Plano normal (20%): R$ 324,20

Plano simplificado (11%): R$ 178,31

Baixa renda (5%): R$ 81,05

MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

Reajuste de 3,90% (INPC), em vigor desde 11 de janeiro

Parcela mínima: R$ 1.621

Parcela máxima: R$ 2.518,65

Salário-família

R$ 67,54 por dependente

Pago a trabalhadores com remuneração mensal de até R$ 1.980,38


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