Sem previsão de alta

Transferência de Bolsonaro a hospital ocorreu por risco de morte, diz relatório

Ex-presidente segue internado sem previsão de alta após quadro de broncopneumonia bacteriana
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A médica plantonista que atendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro na unidade prisional do Distrito Federal afirmou que a transferência para o Hospital DF Star, na última sexta-feira (13), foi motivada pelo risco de morte do paciente.

Bolsonaro passou mal na prisão e foi encaminhado às pressas para o hospital, onde permanece internado em tratamento contra uma broncopneumonia bacteriana. Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira (20), ele segue na unidade e não há previsão de alta.

A remoção foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela direção da chamada Papudinha — Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

No relatório encaminhado ao Supremo, a unidade informou que realizou a escolta do ex-presidente até o hospital. “A escolta teve início às 6h52, após avaliação e determinação da médica de plantão, Dra. Ana Cristina, em razão do risco de morte do custodiado. O trajeto foi concluído por volta das 8h55, com chegada no Hospital DF Star”, registra o documento.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Após a internação, a defesa do ex-presidente apresentou novo pedido de prisão domiciliar ao STF. Até o momento, não há prazo para decisão.

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