A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) iniciou o transplante de duas árvores de grande porte da Praça Ciro Lisita, no Setor Coimbra. A medida integra as obras de requalificação da Avenida Castelo Branco, que visam melhorar a fluidez do trânsito na região. Paralelamente às intervenções viárias, a praça receberá um novo projeto de paisagismo.
Os exemplares (um bacuri com cerca de oito metros de altura e um ipê de aproximadamente 4,5 metros) foram removidos e serão levados ao Viveiro Buritis, da Comurg, localizado no Residencial Kátia. No local, as árvores permanecerão em recuperação, com adubação orgânica, irrigação controlada e monitoramento técnico até apresentarem condições adequadas para o replantio.
Somente após o desenvolvimento de novas raízes e a confirmação de sua adaptação, as árvores serão transplantadas para outro espaço público da capital, que ainda será definido pela Prefeitura de Goiânia. Segundo a Comurg, o transplante foi adotado como alternativa para preservar os exemplares.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Companhia, Rafael Pacheco, o procedimento exige planejamento e acompanhamento especializado. Embora não haja garantia de sobrevivência das árvores, todas as técnicas recomendadas estão sendo empregadas para aumentar as chances de sucesso.
“O transplante é uma operação complexa, que exige planejamento e acompanhamento técnico em todas as etapas. Existe a possibilidade de a planta não se adaptar, mas estamos empregando todos os recursos necessários para proporcionar as melhores condições de recuperação e sobrevivência das árvores”, afirma.
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A Comurg destaca que Goiânia já possui experiências bem-sucedidas com esse tipo de intervenção. Um dos exemplos é o transplante de palmeiras retiradas de uma praça no Setor Moinho dos Ventos e replantadas na Praça da T-9, no Jardim Planalto, onde os exemplares se desenvolveram normalmente após o período de adaptação.
Segundo a Companhia, o transplante de árvores continuará sendo adotado em obras de infraestrutura sempre que houver viabilidade técnica, como forma de preservar exemplares saudáveis e minimizar os impactos ambientais das intervenções urbanas.
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Altair Tavares
Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares