A Prefeitura de Goiânia está revisando os valores repassados para as unidades de Saúde, tais como os Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais), onde o prefeito Sandro Mabel aponta disparidade entre o que é repassado e o serviço prestado.
O exemplo citado por Mabel nessa quinta-feira (13) durante evento na Santa Casa de Misericórdia, foi novamente o do Cais Amendoeiras, onde, afirma ele, qualquer procedimento ou consulta custa mais de R$ 1.600 ao município.
“O Cais Amendoeiras, custa hoje para nós, a cada consulta, ou por ativo, ou por procedimento que a gente faça lá, ele custa R$ 1.620”, apontou. Em seguida, sugeriu que seria melhor enviar esses pacientes para um hospital particular, citando o nome de um de alto padrão. “Sai metade do preço”, afirmou Mabel. No mês passado o prefeito fez uma visita surpresa no Cais citado e reclamou em uma rede social de vários aspectos observados.
Como é feito o cálculo dos custos dos Cais e postos de saúde
Ao jornal Diário de Goiás, a Secretaria Municipal de Saúde explicou que o valor de R$ 1.620 representa “o total de recursos públicos enviado [ao Cais Amendoeiras] dividido pelo total de atendimentos na unidade”. Ou seja, não significa que uma consulta ou procedimento tenha esse custo unitário, mas sim o conjunto do que é realizado na unidade é que gera essa cifra de gasto no Cais, que é bastante procurado pela população.
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“Nossa visão hoje é racionalizar o lugar de saúde. E dar o melhor atendimento possível na área de saúde. Então, estamos pegando todas as nossas unidades de saúde, fazendo uma remodelagem em toda parte de administração”, observou Mabel. Além disso, ele frisou que a atual gestão não aceita indicações políticas sem terem a capacidade técnica.
“Estamos fazendo economia para todo lado, medindo cada unidade que está custando”, pontuou. Segundo ele, essa avaliação leva em conta, por exemplo, o equilíbrio na prestação dos serviços. “Vamos avaliar cada posto de saúde, onde está sobrando funcionário, onde está faltando, onde ficam turnos [vagos] e tal”. Ele afirmou que é necessário atender melhor para resgatar a confiança da população, a quem chamou de ‘freguesia’.
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