Cidades • atualizado em 21/09/2026 às 16:23

Ministério Público denuncia médico por morte de jovem asmático em UPA de Caldas Novas

Médico é denunciado por morte de jovem com asma em Caldas Novas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Médico é denunciado por morte de jovem com asma em Caldas Novas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O de denunciou um médico plantonista por após a de Francisco Guilherme da Costa Silva, de 24 anos, que sofria de asma. Ademais, o caso ocorreu na UPA de , no sul do estado, em fevereiro de 2025, e o órgão pede condenação penal além de indenização mínima de R$ 200 mil por danos morais à família da vítima.

A denúncia aponta que o profissional realizou uma intubação orotraqueal inadequada, posicionando o tubo fora da traqueia. Por conseguinte, o médico não realizou avaliação clínica completa, exames prévios nem monitoramento adequado durante o atendimento de uma crise asmática grave. A médica do Samu que chegou ao local identificou o erro, reposicionou o tubo e iniciou manobras de reanimação, mas o jovem não resistiu.

Protocolos ignorados no atendimento

A conduta do médico foi classificada como imperita, imprudente e negligente por não seguir os protocolos estabelecidos para casos de asma grave. O Ministério Público de Goiás destacou que a falta de preparo e atenção aos procedimentos padrão contribuiu diretamente para o desfecho fatal. A mãe do jovem acompanhou os desdobramentos do caso e busca reparação pelos prejuízos emocionais sofridos.

Próximos passos da ação judicial

Com a denúncia formalizada, o processo seguirá para análise do Judiciário goiano, que decidirá sobre a admissibilidade e o andamento da ação penal. O pedido de indenização por danos morais visa garantir suporte financeiro à família, reconhecendo o sofrimento causado pela perda prematura. O MPGO reforça o compromisso de fiscalizar a qualidade dos atendimentos de urgência em unidades públicas do estado.

Investigações adicionais devem esclarecer detalhes sobre o funcionamento da UPA na data do incidente e possíveis falhas sistêmicas que permitiram o erro. O caso levanta discussões sobre a necessidade de treinamento contínuo de equipes médicas em emergências respiratórias.


Leia mais sobre: / / / / / / / / / / Cidades / Goiás