Segurança pública em Goiás

Polícia Civil esclarece caso de corretora desaparecida em Caldas Novas

Força-tarefa resultou na prisão de dois suspeitos pelo assassinato de Daiane Alves Souza
Foto: Pc-go
Foto: Pc-go

A Polícia Civil de Goiás mobilizou uma força-tarefa e utilizou o novo helicóptero da corporação, em operação desde dezembro de 2025, nas buscas pela corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. O síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos como suspeitos do homicídio.

A investigação contou com o apoio de grupos especializados e recursos estratégicos, como análise de videomonitoramento. “Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial desse crime. A gente busca muito, não só suspeitos, mas precisávamos da materialidade do caso, que infelizmente se trata de homicídio, uma vez que o corpo foi encontrado”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, durante coletiva de imprensa nesta manhã.

O delegado-geral também exaltou o trabalho do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, conduzido pelo delegado André Luiz Barbosa. “Realmente fez um trabalho excepcional durante esse período, conseguindo provas de materialidade e de autoria, trazendo robustez para o inquérito policial. Graças a toda equipe do GIH, Caldas Novas tem um índice de resolução de homicídio e tentativa de homicídio de mais de 91%. Hoje comprovamos esse trabalho que tem sido feito”.

Além do GIH, a força-tarefa envolveu equipes do Grupo de Investigação de Desaparecidos, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e da Inteligência da Polícia Civil. Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela. Após o desaparecimento, familiares registraram um boletim de ocorrência e passaram a procurar informações em unidades de saúde, com amigos e conhecidos.

Para a Polícia, a motivação do crime está relacionada a desavenças comerciais entre a corretora e o síndico. “A administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico. Então houve um atrito aí, uma questão de relação comercial”, disse o delegado André Luiz Barbosa. “Em novembro de 2024, a família da Daiane tira a administração do prédio e, a partir daí, inicia uma série de desavenças”, emendou. Em depoimento, o síndico confessou o crime e afirmou ter retirado o corpo do local em sua picape.

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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares