A exposição propõe uma reflexão sensível e profunda sobre o Cerrado a partir de um elemento fundamental: o solo. Idealizado pela artista e antropóloga Ralyanara Freire, o projeto utiliza tintas da terra de parques, bosques e jardins da capital. A abertura oficial será no dia 13 de fevereiro (sexta-feira), no Bosque dos Buritis, localizado no Setor Oeste, às 9h da manhã.
No projeto, o solo assume o papel de protagonista. “O Goiânia Nossa Terra nasce da tentativa de refletir sobre as histórias que o solo cria e aquelas que, ao mesmo tempo, criam o solo”, explica Ralyanara. Os pigmentos foram coletados no Bosque dos Buritis, o Jardim Botânico de Goiânia, o Parque Macambira Anicuns, o Parque Municipal Curitiba e o Bosque Boa Vista.
Uma iniciativa cerradeira
Mais do que uma exposição, o projeto se apresenta como uma ode ao chão do Cerrado, à argila e à terra enquanto materialidades vivas, dotadas de agência e capazes de produzir estéticas, narrativas e conhecimentos. A proposta reafirma a territorialidade goianiense e convida o público a repensar suas relações cotidianas com o bioma.
Cada painel será exposto no mesmo parque ou bosque de onde a terra utilizada foi retirada. Juntas, as obras compõem Goiânia Nossa Terra, criando um percurso poético que conecta arte, território e memória.
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“Sou goiana do pé rachado e roedora de pequi. Minha relação com o Cerrado passa pelo que eu sou e pelo que me constitui”, afirma a artista. Segundo ela, o projeto também resgata memórias de infância e dialoga com sua trajetória acadêmica e artística, que inclui pesquisas no Cerrado, na Amazônia e a criação da metodologia Travessias do Sensível, baseada em caminhadas e coletas sensíveis de materiais orgânicos.
Arte, educação e território
Além das exposições ao ar livre, o projeto também promove mostras e oficinas em três escolas municipais, ampliando o diálogo com crianças e jovens. Para Ralyanara, a iniciativa chama atenção para a urgência da preservação do Cerrado e para a compreensão de que o bioma não está distante da vida urbana.
“O Cerrado também está em Goiânia. Os parques, bosques e jardins são lugares maravilhosos para vivenciá-lo. Ao transformar pequenos montinhos de terra em pigmentos e geotintas, eu procuro mostrar essa conexão entre arte, terra e ação humana”, destaca.
Serviço
Exposição: Goiânia Nossa Terra
Período: 13 a 21 de fevereiro
Entrada: Gratuita
Abertura – Bosque dos Buritis
Data: 13 de fevereiro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 9 horas às 12 horas (manhã)
Local: Avenida Assis Chateaubriand – Setor Oeste
Jardim Botânico de Goiânia
Data: 13 de fevereiro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 15 horas às 18 horas (tarde)
Endereço: Alameda do Contorno, 1128-1222 – Jardim Santo Antônio
Parque Macambira Anicuns
Data: 15 de fevereiro de 2026 (domingo)
Horário: 9 horas às 12 horas (manhã)
Endereço: Alameda Andrelino de Morais, 257-465, Setor Faiçalville
Bosque Boa Vista
Data: 21 de fevereiro de 2026 (sábado)
Horário: 9 horas às 12 horas (manhã)
Endereço: Entre as Ruas BV-20 e BV-24, Bairro Boa Vista, Região Noroeste
Parque Municipal Curitiba
Data: 21 de fevereiro de 2026 (sábado)
Horário: 15 horas às 18 horas (tarde)
Endereço: Entre as Avenidas do Povo, Oriente e Rua JC-14, Jardim Curitiba, Região Noroeste
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Altair Tavares
Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares