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Julgamento da chapa presidencial será despedida de corregedor do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia amanhã o julgamento de ações contra a chapa do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão por suposto uso de notícias falsas e robôs nas redes sociais na disputa de 2018. É o último ato do embate contra as fake news travado na Corte pelo ministro Luis Felipe Salomão, que deixa o cargo na sexta-feira, 29, com o término do rodízio de dois anos como juiz titular.

À frente da Corregedoria-geral da Justiça Eleitoral, ele fez uma cruzada nos últimos 12 meses que atraiu ataques do presidente e sua militância radical. No julgamento, ele vai relatar as duas Ações Investigativas da Justiça Eleitoral (AIJE) mais contundentes contra a chapa. A tendência é de que os processos sejam arquivados, mas a tramitação é mais um elemento de desgaste para o governo.

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Salomão entregará os autos do inquérito administrativo a Mauro Campbell, que assumirá a corregedoria. Interlocutores dos ministros afirmam que a linha adotada pelo atual corregedor deverá ser seguida pelo sucessor. Fontes no tribunal afirmam que o material do inquérito das fake news – compartilhado pelo Supremo Tribunal Federal para municiar a ação de cassação – poderá ser usado na investigação administrativa, permitindo a conversão em uma ação judicial.

O caso teve início em 2019 com a apresentação de denúncias pela chapa “O Povo Feliz de Novo” (PT, PCdoB e Pros), que acusa os vencedores da eleição de terem interferido no resultado a partir de disparos em massa de notícias falsas por empresas privadas e terem feito uso de documentos de idosos para cadastrar as contas usadas na operação.

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Passados dois anos, as apurações foram finalizadas pelo ministro no último dia 15. “Meu propósito era fazer as Aijes chegarem ao fim. E nós conseguimos”, afirma Salomão, que é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Eu espero que cada parte e a sociedade também compreendam a natureza da minha função, de um tribunal e de um colegiado.”

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Uma das frentes de manutenção do trabalho da corregedoria pós-Salomão deverá ser a intensificação das negociações com as plataformas de redes sociais para criar uma política de autorregulação dos conteúdos, com foco na suspensão dos repasses financeiros a produtores de notícias falsas. “Acredito piamente que vamos chegar nessa autorregulação”, disse. “Se não for possível, aí sim o tribunal terá que regular essa matéria para não deixá-la completamente solta para as próximas eleições.”

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Por Weslley Galzo – Estadão Conteúdo

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