Educação • atualizado em 27/08/2026 às 10:53

Caiado promete combater aprovação automática e ampliar foco em proficiência na educação

O à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) colocou a entre as áreas que pretende tratar como prioridade em um eventual governo federal. Durante a Sabatina Globo/Valor/CBN, ele defendeu mudanças nos critérios de progressão escolar e afirmou que pretende combater o que classificou como “analfabetismo funcional”.

Ao apresentar sua experiência à frente do , Caiado destacou investimentos em estrutura escolar, tecnologia, alimentação e acompanhamento dos estudantes. “Eu tomo conta da educação com carinho que eu sei tomar. Eu sou uma pessoa apaixonada”, afirmou.

O candidato também defendeu que a progressão dos estudantes esteja vinculada ao desempenho. Segundo Caiado, o aluno deve avançar de acordo com o conhecimento adquirido, e não apenas pela idade. “Passa de ano quem tem nota”, declarou.

A proposta, segundo o candidato, seria levada também para a esfera federal. Caiado afirmou que não pretende “preservar o analfabetismo funcional” e defendeu a adoção de avaliações de proficiência como parâmetro para medir resultados educacionais.

Na sabatina, ele citou a evolução da alfabetização em durante sua gestão. “Quando eu recebi 25 alunos em 100, sabia ler, interpretar e escrever. Hoje eu tô com quê? 80”, afirmou, ao mencionar o desempenho de estudantes no segundo ano do ensino fundamental.

Leia Também

Caiado também criticou o que chamou de “falso positivo” nos indicadores educacionais e sustentou que resultados precisam refletir efetivamente a aprendizagem. “Pode prevalecer por proficiência, por resultado e por nota. Senão nós estamos nesse falso positivo na educação brasileira”, disse.

O candidato relacionou ainda educação e políticas de permanência dos estudantes. Ao falar sobre sua experiência nas goianas, citou situações de vulnerabilidade que podem interferir na frequência escolar, como a falta de absorventes e de roupas adequadas.

“Eu fui lá ver como é que a criança se alimentava. Eu fui lá ver como é que ela não podia voltar para a aula, porque uma menina adolescente não tinha absorvente, ela faltava aula”, relatou.

Na avaliação de Caiado, uma política educacional nacional precisa combinar aprendizagem, estrutura e condições sociais para que o estudante permaneça na escola e consiga avançar.


Leia mais sobre: / Educação

Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares