Histórico

“Inexplicável, é difícil colocar em palavras esse sentimento”, destaca medalhista olímpico Lucas Pinheiro Braathen

Lucas Pinheiro Braathen no pódio olímpico de Milão-Cortina 2026. Foto: Rafael Bello/COB
Lucas Pinheiro Braathen no pódio olímpico de Milão-Cortina 2026. Foto: Rafael Bello/COB

O Brasil vai ver sua bandeira tremulando no lugar mais alto do pódio do slalom com o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, na manhã deste sábado (14). O atleta é filho de uma brasileira com um norueguês. Ele já competiu pela Noruega e assumiu a bandeira do país da mãe há dois anos.

Na manhã deste sábado, Lucas foi irretocável. Simplesmente conseguiu o melhor resultado da carreira em uma das descidas mais importantes da categoria. Em entrevista à TV Globo, destacou que precisou se adaptar ao modelo da montanha de neve em que competiu e relatou as dificuldades enfrentadas.

Lucas é filho da brasileira Alessandra Pinheiro e do norueguês Lucas Braathen. O casal se separou quando ele ainda era pequeno, e a guarda ficou com o pai, que foi seu mentor no esqui. Apesar de ter sido criado dentro da forte cultura dos esportes de inverno da Noruega, sua paixão pelo esporte também passa pelo Brasil.

A história do esporte brasileiro mudou na manhã deste sábado, 14. Um país de clima tropical agora tem uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno para chamar de sua.

Trajetória

Aos 25 anos, Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir. Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta nórdico, mas não completou as provas das quais participou.

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Em 2024, voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte, passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos em etapas da Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em Bormio, neste sábado.

Antes de Lucas, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno havia sido o de Isabel Clark. Nos Jogos de Turim, também na Itália, há 20 anos, a carioca ficou na nona colocação no snowboard cross.

Outro atleta a competir na prova deste sábado foi Giovanni Ongaro. Também filho de mãe brasileira, mas nascido em Clusone, na Itália, ele somou 2min34s15 nas descidas, ficando na 31ª posição.

Brasil nos Jogos

O ouro deste sábado pode ter sido apenas a primeira medalha do Brasil em Milão-Cortina.

Na segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília), será a vez do slalom, prova semelhante à versão “gigante”, com a diferença de que a distância entre os mastros é menor, cerca de 13 metros.

Além de Lucas e Giovanni, o Brasil será representado pelo carioca Christian Soevik, outro atleta filho de pai norueguês e mãe brasileira.


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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares