23 anos depois

Vereadores de Goiânia debatem fim da Área Azul para estimular comércio no Centro e em Campinas

A possibilidade de extinguir a cobrança da Área Azul em Goiânia voltou ao centro das discussões na Câmara Municipal. O projeto, que propõe o fim do estacionamento rotativo pago em vias do Centro expandido e de parte do Setor Campinas, divide opiniões entre os parlamentares e reacende o debate sobre mobilidade urbana e fortalecimento do comércio local.

Criada para garantir a rotatividade das vagas em regiões de grande circulação, a Área Azul foi implantada para evitar que veículos permanecessem estacionados durante todo o dia, problema que se intensificou no início dos anos 2000. Agora, vereadores favoráveis à proposta defendem que a gratuidade pode facilitar o acesso de consumidores às áreas comerciais e contribuir para aumentar o movimento nas lojas.

Autor da proposta, o vereador Luan Alves argumenta que a cobrança tem afastado motoristas da região central. “Evitar a cobrança é importante. O Centro hoje passa por uma dificuldade muito grande, e uma das questões é justamente a dificuldade de acesso. Deixando o estacionamento gratuito, podemos atrair mais pessoas para ocupar o Centro, Campinas e outras regiões”, afirmou.

A proposta, no entanto, encontra resistência entre parlamentares da base do prefeito. A vereadora Rose Cruvinel (União Brasil) alertou que o fim da cobrança pode comprometer justamente a rotatividade das vagas. Segundo ela, sem a tarifa, comerciantes e funcionários poderão ocupar os espaços durante todo o expediente, dificultando o acesso dos clientes.

“A minha preocupação é a seguinte: quando não há cobrança pelo estacionamento, os lojistas e os funcionários das lojas acabam ocupando todas as vagas, e a população deixa de ter acesso ao estacionamento”, disse Rose Cruvinel 

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A discussão ainda está longe de um desfecho. O líder do prefeito na Câmara, vereador Wellington Bessa (Mobiliza), solicitou vista da matéria para uma análise mais aprofundada. Com isso, o projeto continuará em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia antes de seguir para votação em plenário.


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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares