O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) ajuizou ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por assédio eleitoral. A medida foi protocolada na Justiça do Trabalho de Goiânia e divulgada em 17 de setembro de 2026. Além disso, o processo tem como base um discurso proferido por Hang no final de agosto de 2026, durante a inauguração de uma filial em Caldas Novas.
De acordo com a denúncia, o empresário teria vinculado a escolha do voto a riscos de demissão e perda de renda para funcionários recém-contratados. No entanto, o MPT-GO sustenta que as declarações configuram coação e interferência na liberdade política dos trabalhadores, especialmente ao criticar pautas trabalhistas e associar o voto a prejuízos profissionais.
Pedido de indenização apresentado pelo MPT-GO
A ação pede o pagamento de R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos, além de indenizações individuais para os trabalhadores afetados. O órgão ministerial argumenta que a conduta viola princípios constitucionais de liberdade de voto e proteção contra práticas que possam constranger empregados em ambientes de trabalho.
Discurso e reações em Caldas Novas
Durante o evento de inauguração, Hang afirmou que tem direito a dar opinião e que estava falando sobre a liberdade de poder trabalhar. Ele também declarou que não pode ter lado, nem prejudicar quem gera empregos no país, e mencionou sentir perseguição desde 2018 por se posicionar publicamente.
tem direito a dar opinião
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Luciano Hang
O MPT-GO considera que as falas ultrapassaram o limite do debate político ao criar um ambiente de pressão sobre os empregados. A rede Havan ainda não apresentou manifestação oficial nos autos, enquanto o processo segue tramitação na Justiça do Trabalho de Goiânia.
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