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Categorias: Política

Após mais de 1400 presos por atos terroristas em Brasília, Mourão fala em “Direitos Humanos”

Ex-vice-presidente foi criticado

O ex-vice-presidente General Hamilton Mourão tem se pronunciado frequentemente na internet, após os atos terroristas do último domingo (8) em Brasília. Umas de suas mensagens no Twitter, que teve grande repercussão, inclusive de críticas, foi quando pediu atenção das “verdadeiras entidades ligadas aos Direitos Humanos” para ajudar as mais de 1400 pessoas presas na capital, suspeitas de envolvimento na depredação dos prédios dos três Poderes – Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto (respectivamente o Legislativo, Judiciário e Executivo).

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Na publicação, Mourão diz: “A detenção indiscriminada de mais de 1.200 pessoas, que hoje estão confinadas em condições precárias nas instalações da Polícia Federal em Brasília, mostra que o novo Governo, coerente com suas raízes marxistas-leninistas, age de forma amadora, desumana e ilegal”. Em seguida, afirma que “o Brasil e as pessoas detidas esperam ações rápidas dos nossos parlamentares em mandato e das verdadeiras entidades ligadas aos Direitos Humanos. Confira na íntegra:

O ex-vice-presidente cita as mais de 1200 pessoas, porém o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que, até esta quarta-feira (11), 1.418 pessoas estavam presas pelos atos terroristas realizados em Brasília. Elas já foram encaminhados para o presídio da Papuda e à penitenciária feminina da Colmeia. O órgão é responsável pela centralização das informações sobre os detidos.

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Do total de presos, 222 foram detidos na Praça dos Três Poderes e 1.196 estavam no acampamento montado no quartel do Exército. Por questões humanitárias, 599 pessoas foram liberadas sem a necessidade de prestar depoimento, entre elas, idosos, pessoas em situação de rua, com problemas de saúde e mães acompanhadas de crianças.

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Segundo o CNJ, as audiências de custódia dos presos devem durar até o próximo domingo (15).O Supremo Tribunal Federal (STF) criou uma força-tarefa para realizar as audiências, que serão feitas por juízes federais e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e remetidas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem caberá decidir sobre a manutenção das prisões.

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Mais cedo, a Defensoria Pública da União (DPU) defendeu a libertação de pessoas hipervulneráveis e a substituição da prisão por medidas cautelares, como proibição de saída dos estados de origem, de frequentar quartéis e unidades militares, de utilizar redes socais e de manter contato com outros manifestantes que não sejam parentes.

Além disso, a Polícia Federal também divulgou uma nota nesta quarta informando que qualificou, interrogou e prendeu 1.159 pessoas pelos atos. Essas prisões se somam a 209 efetuadas pelas polícias Militar e Civil do Distrito Federal no próprio domingo. Esses presos vão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes de terrorismo, associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, perseguição, incitação ao crime, dentre outros. Eles foram entregues para a Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelo encaminhamento ao Instituto Médico Legal e, posteriormente, ao sistema prisional.

A operação, inclusive, foi considerada a maior de polícia judiciária da história da PF, também teve a participação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério Público Federal, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, da Defensoria Pública do Distrito Federal, da Comissão de Ética e da Comissão de Direitos Humanos da OAB, da Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenciário Nacional, da Força Nacional, da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Civil do Distrito Federal, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, da Secretaria de Direitos Humanos do Distrito Federal, Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, do Conselho Tutelar, do governo do Distrito Federal, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

Sobre as críticas ao ex-vice-presidente, veja algumas publicações:

Com informações da Agência Brasil

Carlos Nathan

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