O candidato à Presidência da República Augusto Cury afirmou, durante sabatina do jornal O Meio, que pretende atuar como uma espécie de ponte de transição entre o que chamou de “velho Brasil” e um novo modelo de país. Médico psiquiatra e escritor, Cury disse que não tem interesse em construir uma carreira política e que sua intenção seria permanecer apenas quatro anos no cargo para “arrumar a casa” e preparar novas lideranças. “Eu quero ser transição, só arrumar a casa, ir embora para nunca mais voltar. Quatro anos ir embora para nunca mais voltar”, afirmou.
A proposta apresentada pelo candidato tem como um dos principais eixos a superação da polarização política. Cury defendeu o diálogo entre diferentes correntes e afirmou que divergências não devem ser utilizadas para transformar adversários em inimigos. Para ele, o presidente deve exercer também um papel de educador da sociedade, estimulando o respeito às diferenças e a capacidade de crítica. “Eu não amo o poder. Eu quero usar o poder para servir a sociedade”, declarou durante a entrevista.
Na área econômica, Cury defendeu responsabilidade fiscal, redução de impostos, uma máquina pública mais eficiente e uma economia baseada na multiplicação de pequenas empresas. Ele afirmou que pretende criar mecanismos para ampliar o acesso de micro e pequenos empreendedores ao crédito e citou a possibilidade de utilizar parte dos dividendos da Petrobras para financiar novas empresas. Segundo o candidato, a estratégia também seria uma resposta aos impactos da inteligência artificial e da robótica sobre o mercado de trabalho. “Milhões de microempresas usando a IA e a robótica” seriam, na visão dele, parte da solução para evitar um cenário de desemprego em massa.
Cury também apresentou a educação como instrumento central para a transformação do país. Ele defendeu uma mudança na formação dos estudantes, com maior estímulo ao pensamento crítico, ao empreendedorismo e à participação. Na avaliação do candidato, o Brasil precisa aproveitar suas vantagens em áreas como energias renováveis, terras raras e tecnologia, além de ampliar a produtividade com inteligência artificial. A proposta, segundo ele, é preparar o país para uma nova realidade econômica e social e, ao final de um eventual mandato, deixar espaço para que outras lideranças deem continuidade ao processo de transformação
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Altair Tavares
Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares