Política • atualizado em 08/09/2026 às 12:39

Centrais sindicais pressionam Senado por votação da PEC das 40 horas antes das eleições

© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Centrais sindicais como CUT, Força Sindical, CSB e UGT iniciam neste fim de semana uma mobilização nacional para pressionar senadores pela antecipação da votação da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas. A articulação ocorre após reunião do Fórum das Centrais Sindicais em 4 de setembro de 2026 e visa evitar que a proposta seja adiada para depois do das eleições. Líderes das entidades alertam para o risco de que parlamentares atendam interesses empresariais caso a análise fique para depois do pleito.

Reunião define ações de pressão nos estados

As centrais planejam panfletagens em centros comerciais, de rua e campanha intensa nas redes sociais a partir de 5 de setembro de 2026. O objetivo é cobrar diretamente os senadores em seus estados de origem para que marquem a votação antes das eleições. Os dirigentes pretendem ainda solicitar audiência com o presidente do , Davi Alcolumbre, para garantir que o tema não seja postergado.

Os empresários falam que querem que vote depois da porque sabem que o senador vai trair o povo. Fala que vota a favor do povo e, no dia seguinte, trai a população. É isso que nós vamos denunciar

Sérgio Nobre

Outra preocupação das entidades é o possível enfraquecimento do popular caso a matéria fique para depois do período eleitoral. Mais de 70% da população brasileira se declara favorável à PEC, segundo dados citados pelos sindicalistas.

Posição do setor empresarial e expectativa de diálogo

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo manifestou posição contrária à condução da discussão sob pressão do calendário eleitoral. A entidade defende que mudanças constitucionais nas relações de trabalho exijam análise técnica e previsibilidade, sem influência de prazos eleitorais. Os sindicalistas, por sua vez, destacam que a aprovação na CCJ do Senado ocorreu com ampla maioria e que apenas quatro senadores votaram contra, todos sem candidatura nas eleições atuais.

Leia Também

Para nós, o adiamento da votação foi uma surpresa negativa. Mais de 70% da população brasileira é a favor da PEC. Vejo esse adiamento com muita preocupação porque, se deixar para depois da eleição, podemos voltar para a estaca zero

Miguel Torres

Os líderes sindicais afirmam que a cobrança popular nas ruas pode obrigar os senadores a responderem publicamente sobre o tema durante a campanha. Eles pretendem transformar a PEC 221/2019 em assunto central dos debates eleitorais até o primeiro turno.


Leia mais sobre: / / / Política