A CNBB divulgou uma nota oficial nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, para negar qualquer envolvimento na produção ou disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral. A entidade esclarece que não autorizou nem participou de boatos relacionados à campanha presidencial, especialmente aqueles que atribuem a candidatos intenções de alterar títulos religiosos. A manifestação surge após acusações feitas por Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, que apontou membros da conferência como responsáveis por espalhar uma alegação infundada sobre a padroeira do Brasil.
Declaração da cnbb sobre o uso de fake news
A nota da CNBB repudia de forma veemente a fabricação e o uso de informações falsas no contexto eleitoral. A entidade afirma não integrar qualquer estrutura político-partidária e ressalta que suas manifestações públicas seguem uma missão pastoral centrada na dignidade humana, no bem comum, na democracia e na liberdade de consciência. Representantes da conferência destacam que todas as posições adotadas durante o período de campanha visam orientar os fiéis com base em valores éticos e não em disputas partidárias.
Os bispos também reforçam o compromisso da instituição com a verdade e a transparência. Eles pedem que os candidatos e seus apoiadores evitem a propagação de boatos que possam gerar divisão na sociedade brasileira. A CNBB frisa que seu papel se limita a contribuir para o debate público de forma responsável e alinhada aos princípios cristãos.
Contexto da acusação feita por flávio bolsonaro
A controvérsia teve início quando Flávio Bolsonaro afirmou que membros da CNBB ajudaram a divulgar a informação falsa de que, caso eleito, ele retiraria de Nossa Senhora da Aparecida o título de padroeira do Brasil. A CNBB respondeu de imediato para esclarecer que nunca houve qualquer movimento ou declaração nesse sentido por parte da entidade. A nota enfatiza que a conferência mantém distância de qualquer narrativa que distorça a realidade dos fatos eleitorais.
A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca existiu movimento para tirar dela o título de padroeira do Brasil
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Flávio Bolsonaro
Com essa posição, a CNBB busca restabelecer a clareza sobre seu papel institucional e evitar que informações sem fundamento continuem a circular nas redes sociais e nos meios de comunicação. A entidade reitera que continuará a atuar de acordo com sua missão pastoral, sem alinhamento a partidos ou candidatos específicos.
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