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Categorias: Política

Especialista diz que disseminação de fake news, na internet, não engana mais os eleitores

Em entrevista a este jornalista, o especialista em marketing digital e propaganda online Júnior Vilela, da empresa Vira Click, afirmou que conteúdos negativos, com o intuito de disseminar informações falsas e causar “terror”, já não enganam mais os eleitores.

O profissional, que assessorou diversas campanhas eleitorais em 2024, concluiu que o fake perdeu muita força nos pleitos municipais. “A prova está aí nas eleições contra os fakes e vai ganhar menos força ainda na próxima eleição. Ou seja, a gente vai perder o fake, porque nós estamos na era da informação. Todo mundo tem o celular na mão e todo mundo vai consultar se realmente aquilo é verídico ou não”.

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Segundo Vilela, graças aos meios de comunicação, a sociedade consegue, hoje, realizar pesquisas e verificar se as informações são verdadeiras ou não. Como exemplo, apontou situações que causam medo em determinados grupos sociais.

“Por exemplo, dizem que você vai perder a bolsa, perder sua casa, ou que será removido do assentamento onde busca sua moradia. São tipos de informações que causam terror. Não existe fake news inofensiva, mas algumas são especialmente tenebrosas”, alertou o especialista.

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Em seguida, narrou fatos vivenciados por ele, enquanto morava em um assentamento. “Eu sei o que a população passou com a fake news que foi implantada aqui na cidade de Aparecida, falando que iam tirar eles todos de um assentamento, enquanto não é verdade. Isso causa um terror muito grande. Você já não tem quase nada, você já não tem o sustento direito e ainda ver uma informação dessas, desestabiliza toda a família”, disse.

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Vilela ainda explicou que a empresa realizou testes com cidadãos de menor renda e moradores de periferia para identificar suas reais preocupações. Os resultados mostraram que o viés ideológico tem baixa aceitação entre esse público.

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“Eles estão focados em propostas que impactem diretamente a região onde vivem, como saneamento básico, infraestrutura, educação, alimentação, emprego, moradia e vagas em CMEIs. Questões identitárias ou sobre gênero são pouco relevantes para eles; muitos sequer sabem do que se trata. Eles não estão preocupados com direita ou esquerda”, explicou.

Júnior Vilela relatou ter administrado o valor de quase R$ 1,7 milhão na veiculação de propaganda eleitoral na internet, nas eleições deste ano. De acordo com ele, a Justiça Eleitoral teve grande trabalho no monitoramento dos dados, visto que o fluxo desse tipo de publicidade ainda é intenso.

Redação - Altair Tavares

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