Política

Lula diz que, em um eventual quarto mandato, pretende ser “Lula porreta” e não “Lula paz e amor”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, em um eventual quarto mandato, pretende adotar uma postura mais firme na condução do governo. Durante discurso, o petista disse que não quer ser o “Lulinha paz e amor”, expressão que marcou sua campanha de 2002, mas sim o “Lulinha porreta”, disposto a acelerar decisões e cobrar resultados da equipe ministerial.

Segundo Lula, um dos problemas da administração é o excesso de discussões internas entre os ministérios antes que os temas cheguem à Presidência. O presidente criticou o modelo de “transversalidade”, no qual diferentes ministros analisam conjuntamente propostas, afirmando que, muitas vezes, isso acaba retardando decisões. “O presidente está lá para resolver os problemas. Quanto mais problema chegar na minha mesa, mais rápido será a solução”, declarou.

O chefe do Executivo afirmou que considera que seu governo já garantiu políticas sociais básicas, como segurança alimentar e programas de transferência de renda, e que o próximo passo é promover um “salto de qualidade” no desenvolvimento do país. Ele também citou programas voltados à formação de especialistas e defendeu que o Brasil comece a planejar seu futuro de longo prazo.

Ao encerrar a fala, Lula mencionou possíveis lideranças que poderão disputar a Presidência no futuro e afirmou que o próximo presidente pode surgir de qualquer região do país. O presidente citou o vice-presidente Geraldo Alckmin ao falar sobre São Paulo e também mencionou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, além de destacar que futuros líderes podem vir de estados como Piauí, Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco ou Bahia.

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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares