Política

Renan Santos defende bomba atômica e diz que Brasil precisa discutir programa nuclear para garantir soberania

O candidato à Presidência da República Renan Santos defendeu, durante entrevista, que o Brasil retome a discussão sobre a criação de uma bomba atômica como parte de uma estratégia para ampliar a soberania nacional e a capacidade de dissuasão diante de eventuais ameaças externas. Segundo ele, o desenvolvimento de um programa nuclear seria um processo de longo prazo, que não necessariamente seria concluído durante um eventual mandato presidencial.

Ao ser questionado se uma bomba nuclear seria necessária para restabelecer a soberania brasileira, Renan respondeu afirmativamente. Para ele, o tamanho do território, a população, a economia e a quantidade de recursos naturais colocam o Brasil em uma posição que exigiria maior capacidade de defesa.

“Isso passa pela bomba atômica em um momento”, afirmou. O candidato, porém, reconheceu que o país atualmente não teria condições econômicas e militares para implementar imediatamente um projeto dessa dimensão.

Renan também defendeu uma ampla reformulação das Forças Armadas, com aumento da capacidade de defesa das fronteiras e recuperação de áreas do território nacional sob influência do crime organizado. Ele criticou a atual estrutura de gastos militares e afirmou que o país precisa investir em tecnologia e na indústria de defesa.

O candidato citou ainda a proposta de criação de uma zona econômica especial voltada para o setor bélico em São José dos Campos, com foco em alta tecnologia e no fortalecimento da indústria nacional de defesa.

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“É um processo que não vai se resolver no meu governo, mas ele tem que se reiniciar”, declarou Renan, ao defender a retomada da discussão sobre um programa nuclear estratégico. Para ele, o Brasil precisa se posicionar como uma potência política e econômica no cenário internacional.

Comparação com países que possuem armas nucleares

Na entrevista, Renan argumentou que países como França, Paquistão, Reino Unido, Índia, China e Rússia possuem armas nucleares e, por isso, ocupariam uma posição diferenciada no cenário internacional. Ele também mencionou a Coreia do Norte ao abordar os países que desenvolveram arsenais nucleares fora de determinados acordos internacionais.

O candidato contestou a ideia de que o Brasil deveria abrir mão dessa discussão por causa das possíveis consequências diplomáticas e comerciais. Segundo ele, o país precisa buscar negociações internacionais para viabilizar um eventual programa nuclear.

“Eu preciso de apoio dentro da ONU para eu, como uma nação democrática, fazer isso”, afirmou Renan, acrescentando que defenderia a iniciativa como um projeto voltado à pacificação e à dissuasão.

Ucrânia é citada como exemplo

Renan também usou a Ucrânia como argumento para defender que países com grande território e recursos naturais precisam ter capacidade própria de defesa. Ele lembrou que o país herdou armas nucleares após o fim da União Soviética e posteriormente abriu mão desse arsenal por meio de acordos internacionais.

Na avaliação do candidato, a experiência ucraniana demonstra os riscos de um país depender exclusivamente de garantias externas para proteger seu território e seus interesses estratégicos.

Renan afirmou ainda que o Brasil precisaria ampliar sua força econômica e sua projeção internacional antes de avançar em um projeto dessa natureza. Para ele, o país deveria dialogar tanto com o bloco ocidental, liderado pelos Estados Unidos, quanto com o bloco de influência chinesa.

A defesa de um programa nuclear com possibilidade de desenvolvimento de armas atômicas coloca Renan Santos entre os candidatos que apresentam uma proposta mais radical para a política de defesa e para a inserção internacional do Brasil. O tema também envolve compromissos internacionais assumidos pelo país e representa um dos pontos mais controversos de seu programa.

Veja a entrevista ao portal Gazeta do Povo


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Altair Tavares

Editor do Ciberjornal que sucedeu desde fevereiro de 2025 todo o conteúdo do blog www.altairtavares.com.br . Atuante no webjornalismo desde 2000. Repórter, comentarista e analista de política. Perfil nas redes sociais: @altairtavares