Política • atualizado em 03/09/2026 às 12:26

Senado aprova isenções fiscais para instalação de data centers no Brasil

© Divulgação/Gov.Br
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O Senado Federal aprovou na terça-feira, 1º de setembro de 2026, o Projeto de Lei 278/2026, que institui o Regime Especial para Serviços de Data Center (Redata) e visa incentivar a instalação de data centers no por meio de isenções de impostos federais. A medida substitui uma medida provisória anterior e estabelece condições específicas para as empresas que desejarem aderir ao regime, incluindo o uso obrigatório de energia limpa ou renovável e um índice de eficiência hídrica igual ou inferior a 0,05 litro por kilowatt-hora. O texto segue agora para sanção presidencial.

O relator da proposta no Senado, senador Cid Gomes (PDT-CE), destacou que o Redata busca desonerar a necessária para o processamento de dados, armazenamento em nuvem e treinamento de modelos de inteligência artificial. A também participou da tramitação, com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) entre os envolvidos na elaboração do texto final. Entidades da sociedade civil acompanharam o processo e contribuíram com sugestões durante as discussões.

Requisitos para adesão ao Redata

Entre as exigências previstas no projeto aprovado estão o investimento de 2% do valor dos produtos em pesquisa e desenvolvimento, além da reserva de 10% dos serviços para o mercado interno. A zeragem de impostos sobre a importação de componentes eletrônicos e de da informação representa o principal incentivo fiscal. Essas regras visam garantir que os data centers instalados no país atendam a padrões ambientais e de soberania tecnológica.

O Redata visa, fundamentalmente, desonerar a infraestrutura física necessária para o processamento de dados, armazenamento em nuvem e o treinamento e a inferência de modelos de inteligência artificial

senador Cid Gomes (PDT-CE)

Impactos econômicos e próximos passos

A estimativa oficial aponta para uma isenção de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de R$ 1 bilhão nos dois anos seguintes, o que deve atrair investimentos estrangeiros e nacionais para o setor de tecnologia. O projeto também reforça a necessidade de autonomia energética e proteção dos recursos naturais, conforme apontado por representantes da sociedade civil. Com a aprovação no , o Redata agora aguarda a decisão do presidente da República para entrar em vigor.

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entidades da sociedade civil

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