Técnicos analistas da Gerência de Arborização da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) participaram, nesta sexta-feira (4/4), de uma capacitação sobre o uso do penetrógrafo — equipamento que avalia a densidade do tronco das árvores, contribuindo para o diagnóstico da saúde das espécies. A oficina foi conduzida por professores e estudantes do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Goiás (UFG).
O aparelho, adquirido pela Amma por meio de um Termo de Compensação Ambiental (TCA), passa a integrar as ferramentas técnicas utilizadas nos laudos que embasam decisões sobre podas e cortes de árvores na capital. “O penetrógrafo será mais uma fonte de informação importante na elaboração dos laudos, que legalmente devem considerar a avaliação fitossanitária e os conflitos com o mobiliário urbano”, afirmou a presidente da Amma, Zilma Peixoto.
A capacitação foi viabilizada a partir de uma parceria com a UFG. “Entramos em contato com os professores, que se prontificaram imediatamente a colaborar. Inclusive trouxeram alunos de Engenharia Florestal para participar”, destacou o diretor de Áreas Verdes da Amma, Gustavo Cruvinel. “Esse equipamento certamente será essencial para a elaboração de laudos técnicos mais precisos e responsáveis.”
Um dos responsáveis pela formação, o professor Matheus Chagas explicou que o penetrógrafo será utilizado de forma seletiva. “As árvores avaliadas com o aparelho serão previamente selecionadas com base em critérios visuais, como presença de patógenos ou inclinação”, detalhou.
O técnico Leandro Borges, que participou da capacitação, destacou a importância da nova ferramenta. “Em algumas situações, temos dúvidas sobre o risco real de queda de uma árvore. Com esse equipamento, ganhamos mais segurança na análise e na tomada de decisão.”
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Para o gerente de Arborização, Jeferson Mendonça, a iniciativa representa um marco para a Amma. “Já contamos com um time altamente capacitado, e agora avançamos ainda mais com o uso dessa tecnologia”, avaliou.
A professora Francine Neves, também da UFG, reforçou que a metodologia apresentada visa ampliar os métodos de avaliação da arborização urbana. “A ideia é que o penetrógrafo se torne um instrumento complementar na análise da sanidade das árvores e na identificação de necessidade de intervenções.”
Fotos: Amma
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