Saúde • atualizado em 23/09/2026 às 13:24

Especialistas defendem eleição de políticos pró-reforma da política de drogas

© Fábio Carvalho/Arquivo pessoal
© Fábio Carvalho/Arquivo pessoal

Durante a segunda edição da feira Febre de Arte, realizada no Anfiteatro Sérgio Motta do Centro Dragão do Mar de Arte e em Fortaleza, palestrantes defenderam a de políticos comprometidos com que respeitem a social. O evento reuniu especialistas para debater os efeitos da proibição, o e o uso medicinal da cannabis. Organizações como Agência Liamba 360° e Adapta Associação Canábica participaram das discussões ao lado de profissionais da saúde e do direito.

Painéis abordam seletividade policial e custos sociais

A médica Magda Almeida, da UFC, destacou durante os painéis que há uma posição ideológica de se reduzir tudo à ideia de que ‘maconha faz mal’. Ela também observou que cannabis não serve para tudo e que nenhum remédio serve para tudo. O advogado Italo Coelho criticou a contradição entre a venda legal nas farmácias e a prisão de pessoas por pequenas quantidades, afirmando que a indústria tem agora todo o direito de vender, nas farmácias, maconha enquanto pessoas são presas por causa de um baseado e ainda consideradas traficantes.

A advogada Bianca Cardial, da Renfa e Rede Reforma, chamou atenção para o momento atual, ressaltando que enquanto a gente está fazendo o evento, pessoas estão sendo presas por quantidades mínimas de cannabis. Tamára Silva, da Renfa, descreveu o cenário vivido há mais de cem anos, no qual o narcotráfico fatura bilhões e a juventude é aliciada por organizações criminosas que territorializam as cidades por meio da violência.

Propostas visam combater encarceramento em massa

Os debatedores enfatizaram a necessidade de construir propostas viáveis que atendam à população, combatendo a seletividade policial e os custos sociais da guerra às drogas. O foco recaiu especialmente sobre o encarceramento desproporcional de pessoas negras e os impactos da proibição no cotidiano das comunidades. As organizações presentes defenderam políticas que priorizem a redução de danos e o acesso regulado ao uso medicinal da cannabis.

O evento reforçou a importância de articular ações entre profissionais da saúde, advogados e ativistas para pressionar por mudanças legislativas. Os participantes destacaram que apenas a mobilização popular pode alterar o quadro atual de violência e desigualdade gerado pelas políticas vigentes. A feira Febre de Arte consolidou-se assim como espaço de formação e articulação em torno de temas urgentes para a sociedade brasileira.


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