A ex-ministra da Saúde Nísia Trindade lançou na noite de 1º de julho de 2026 o livro “Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro” na Livraria da Travessa do Casa Park Shopping, em Brasília. A obra reúne relatos dos bastidores da resposta brasileira à emergência sanitária e marca também a inauguração da exposição “Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro”, aberta ao público no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, durante a semana de 29 de junho a 2 de julho. O segundo evento de lançamento do livro ocorre nesta quinta-feira, 2 de julho, às 17h, na PUC-Rio.
Trindade, primeira mulher a presidir a Fiocruz, descreve no livro a montagem do hospital de campanha em Manguinhos e a transferência de tecnologia da vacina AstraZeneca. O cenógrafo André Cortês, responsável pela curadoria visual da exposição, complementa a narrativa com documentos, vídeos e depoimentos de pesquisadores que atuaram na linha de frente.
Bastidores da resposta à emergência
Os capítulos centrais do livro detalham decisões tomadas em tempo recorde para ampliar a capacidade de atendimento e garantir o acesso a imunizantes. Trindade relata reuniões diárias com equipes técnicas e a articulação com laboratórios internacionais para viabilizar a produção nacional. O texto destaca ainda os desafios logísticos enfrentados em 2020 e 2021 e as lições aprendidas para futuras crises sanitárias.
Exposição reúne memória e aprendizado
No Rio de Janeiro, a mostra apresenta painéis com fotos históricas, relatórios técnicos e testemunhos gravados de cientistas e profissionais de saúde. O objetivo declarado é preservar a memória coletiva e evitar a repetição de erros. “O silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos”, afirma Nísia Trindade em um dos trechos mais citados da obra.
Cortês ressalta que a criatividade humana se manifesta diante de grandes desafios. “A criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar”, observa o cenógrafo. Ele acrescenta que a mensagem central da exposição é “poderia ter sido diferente” e que lembrar serve para não repetir falhas do passado.
Leia Também
O silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos
Nísia Trindade
a criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar
André Cortês
A nossa mensagem é 'poderia ter sido diferente' e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado
André Cortês
Leia mais sobre: bastidores pandemia / covid-19 Brasil / exposição covid / lançamento livro / livro pandemia / Ministério da Saúde / Nísia Trindade / pandemia futuro / PUC-Rio evento / Vida Reinventada / Saúde