O estado de São Paulo registrou 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho de 2026, período em que foram confirmados 19 casos da doença. Os números chamam atenção para a circulação da bactéria Rickettsia rickettsii em várias regiões do estado, com maior concentração nas áreas de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo. Pessoas de qualquer idade podem ser afetadas, especialmente quem frequenta ambientes com vegetação densa ou áreas rurais. O diagnóstico precoce continua sendo o principal fator para reduzir o risco de complicações graves.
Transmissão e sintomas iniciais da febre maculosa
A doença é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os primeiros sintomas são inespecíficos e podem ser confundidos com outras infecções, o que muitas vezes atrasa o início do tratamento. Quando a terapia antibiótica não é administrada rapidamente, a inflamação dos vasos sanguíneos pode evoluir para formas graves, com aparecimento de manchas na pele, lesões, gangrena e até paralisia. O contato com carrapatos ocorre principalmente em trilhas, fazendas, florestas e áreas de mata próximas a centros urbanos.
A mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente. A doença provoca uma inflamação dos vasos sanguíneos que pode comprometer rins, fígado e cérebro.
Jean Gorinchteyn
Diagnóstico e medidas de prevenção recomendadas
Especialistas alertam que não se deve aguardar o resultado de exames laboratoriais para iniciar o tratamento, pois o atraso permite a progressão para quadros mais graves. A prevenção depende da atenção aos locais frequentados e da remoção imediata de carrapatos encontrados no corpo. O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, aumentando o risco de exposição em ambientes domésticos. Após a retirada do parasita, é fundamental higienizar a área afetada para reduzir a chance de infecção.
Não se deve esperar o resultado dos exames, porque o atraso pode permitir a progressão para formas graves.
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Jean Gorinchteyn
O Ministério da Saúde orienta que, depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido tirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. A identificação precoce dos parasitas e o cuidado com roupas e equipamentos usados em áreas de risco são medidas simples que ajudam a conter novos casos. Profissionais de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico ao primeiro sinal de suspeita, independentemente da confirmação laboratorial.
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