A Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal de Goiânia — presidida pelo vereador Dr. Gustavo (Agir) — recebeu o secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Machado Pellizzer. Em plenário, o auxiliar do prefeito Sandro Mabel (UB) apresentou ao Legislativo o relatório de prestação de contas da pasta referente ao terceiro quadrimestre de 2024, que inclui dados da gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.
“É muito difícil falar de números e ações de outra gestão. Acredito que os responsáveis pelo governo anterior deveriam estar aqui hoje para responder aos questionamentos”, destacou Luiz Pellizzer. Apesar de o relatório abranger ações de seu antecessor, o secretário não se furtou a apresentar números e prestar esclarecimentos à Câmara.
De acordo com Pellizzer, das 123 ações previstas para 2024 pela administração anterior, apenas 44,72% foram cumpridas. Segundo o titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no período analisado, foram destinados à área R$ 1,22 bilhão em recursos próprios, o que representa 21,63% da arrecadação municipal — percentual superior ao mínimo de 15% exigido pela Constituição. Além disso, outros R$ 966,4 milhões foram investidos na rede pública de saúde do município, sendo R$ 898,1 milhões oriundos da União e R$ 68,3 milhões do Estado.
O total de aproximadamente R$ 2,2 bilhões foi distribuído entre atenção primária, urgência e emergência, média e alta complexidade, vigilância em saúde e infraestrutura hospitalar. Segundo o relatório apresentado, entre janeiro e dezembro de 2024, foram registradas 77.136 internações hospitalares em unidades públicas e privadas. Já os atendimentos ambulatoriais somaram 9.663.656 registros, enquanto o setor de urgência e emergência contabilizou 203.969 atendimentos. Além disso, o município realizou um total de 10.838.334 procedimentos de média e alta complexidade.
Dívida atual
Durante a reunião da Comissão de Saúde, o secretário Luiz Pellizzer anunciou o valor atualizado da dívida da SMS com fornecedores e prestadores de serviços, que já chega a R$ 609 milhões. A situação levou a Prefeitura de Goiânia a decretar estado de calamidade pública e financeira na área da Saúde.
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Fonte: Agencia Camara de vereadores de Goiânia