Lula critica potências mundiais e anuncia candidatura em 2026
No Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, acusando-os de promover guerras em vez de paz. Durante o discurso na noite de 19 de março de 2026, Lula anunciou sua candidatura à presidência nas eleições de 2026 e defendeu investigações sobre irregularidades no Banco Master, atribuindo-as à gestão de Jair Bolsonaro. Ele também destacou gastos excessivos em armas e questionou a falta de investimentos sociais.
Críticas ao Conselho de Segurança da ONU
Lula apontou que os Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, como membros permanentes, deveriam manter a segurança global, mas estão envolvidos na produção e venda de armas. Ele expressou preocupação com a guerra no Irã e conflitos em geral, argumentando que esses países priorizam guerras em detrimento da paz.
O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo. Pois são os cinco [países membros] que estão fazendo guerra. São os cinco. Eles produzem mais armas, vendem mais armas.
O presidente questionou os impactos das guerras sobre os pobres e criticou os trilhões gastos em armamentos, comparando-os à falta de recursos para comida, educação e refugiados.
Quem paga o preço das guerras? Os pobres. O ano passado gastaram 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas. Quanto gastaram em comida? Quanto gastaram em educação? Quanto gastaram para acabar com as pessoas que estão refugiadas, vítimas de guerras insanas?
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Anúncios políticos e alianças
Durante o evento, Lula confirmou sua intenção de disputar a reeleição em 2026 e indicou o vice-presidente Geraldo Alckmin como possível companheiro de chapa. Ele também anunciou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo pelo PT. Essas declarações visam fortalecer a base política do partido para as próximas eleições.
O discurso ocorreu em um local simbólico para Lula, o Sindicato dos Metalúrgicos, onde ele construiu parte de sua trajetória política. A escolha do local reforça sua conexão com o movimento sindical e os trabalhadores.
Defesa sobre o caso Banco Master
Lula rebateu acusações de que o PT e o governo atual seriam responsáveis pelas irregularidades no Banco Master, atribuindo o problema à gestão de Jair Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele defendeu uma investigação rigorosa para apurar o suposto golpe de R$ 50 bilhões.
Vira e mexe, eles tão tentando empurrar para as costas do PT e do governo o [caso do] Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país. E, se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que fomos nós.
O presidente mencionou que o reconhecimento do banco ocorreu em setembro de 2019, durante a gestão anterior, e que as falcatruas foram cometidas nesse período. Ele citou Ilan Goldfajn, ex-presidente do BC, mas enfatizou a responsabilidade de Campos Neto.
Quem reconheceu, em setembro de 2019, foi o Roberto Campos [ex-presidente do BC na gestão Bolsonaro]. E todas as falcatruas foram feitas [nesse período].
Contexto e implicações
O discurso de Lula ocorre em meio a tensões globais, como a guerra no Irã, e debates internos sobre corrupção e gastos públicos. Ao defender o governo contra acusações relacionadas ao Banco Master, ele busca proteger a imagem do PT e consolidar apoio para as eleições de 2026.
Essas declarações podem influenciar o debate político no Brasil, destacando contrastes entre gestões e priorizando temas como paz internacional e justiça social. O evento no sindicato reforça a narrativa de Lula como defensor dos trabalhadores e da equidade global.
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