O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Évian-les-Bains, na França, para participar como convidado da Cúpula do G7 que ocorre entre 15 e 17 de junho de 2026. O embarque do mandatário brasileiro aconteceu em 13 de junho e a agenda prevê debates sobre parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial. A presença de Lula no encontro reforça a posição do Brasil em fóruns globais e abre espaço para conversas com líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente francês, Emmanuel Macron.
Agenda de sessões e possíveis encontros bilaterais
Na segunda-feira, 16 de junho, Lula participa da sessão dedicada a parcerias internacionais para o desenvolvimento. No dia seguinte, 17 de junho, o presidente brasileiro integra o debate sobre crescimento econômico equilibrado e reforma da governança global, além de comparecer ao almoço temático sobre inteligência artificial. Ainda não há confirmação oficial de reuniões bilaterais com Donald Trump ou outros chefes de Estado, mas os contatos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos permanecem ativos e intensos, conforme indicou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough.
Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo.
embaixador Philip Fox-Drummond Gough
O convite para o G7 reflete o interesse de discutir comércio internacional, desenvolvimento sustentável e a reforma de instituições multilaterais. O Brasil busca apresentar propostas que equilibrem interesses de países em desenvolvimento com as demandas das economias avançadas, especialmente em um momento de tensões comerciais e mudanças nas regras de governança global.
Preocupações com medidas europeias e tom das negociações
Em declarações recentes, o embaixador Philip Fox-Drummond Gough destacou certa surpresa diante de algumas medidas adotadas pela União Europeia e afirmou que o Brasil pretende abordar essas questões com preocupação construtiva. O tom dos diálogos, segundo ele, visa identificar caminhos para resolver pendências sem prejudicar a relação bilateral com o bloco europeu.
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Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões.
embaixador Philip Fox-Drummond Gough
A participação de Lula no G7 também permite ao Brasil reforçar sua voz em temas como inteligência artificial e transição energética, áreas em que o país possui potencial significativo. Com cinco a seis dias de agenda concentrada na França, a expectativa é que os resultados das sessões e eventuais conversas informais contribuam para posicionar o Brasil como interlocutor relevante nas discussões sobre o futuro da ordem econômica internacional.
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