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Ministro Padilha compara vício em apostas online ao cigarro e defende restrições no Brasil

© Agência Brasil
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No dia 11 de abril de 2026, o debate sobre as apostas online ganha destaque no Brasil após declarações recentes de autoridades governamentais. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu restrições à publicidade de apostas online, comparando o vício às bets ao do cigarro, durante participação em programa de rádio na quinta-feira, 9 de abril. Já o presidente Luís Inácio Lula da Silva expressou desejo de encerrar as apostas, mas ressaltou que a decisão cabe ao Congresso, em entrevista na quarta-feira, 8 de abril, destacando o impacto negativo sobre famílias, crianças e adolescentes.

Declarações do ministro Padilha sobre o vício em apostas

Alexandre Padilha participou do programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional, onde enfatizou a necessidade de combater o vício em apostas online. Ele comparou o problema à dependência do cigarro, lembrando como restrições à propaganda esportiva e ao acesso de crianças ajudaram a reduzir o consumo no passado. Padilha destacou iniciativas governamentais para limitar o impacto das bets, visando proteger a saúde pública.

Pra mim hoje, o problema das bets é um problema de vício na mesma dimensão que foi o do cigarro. O cigarro tinha propaganda de acesso à criança, propaganda esportiva. A Fórmula 1 era praticamente toda pautada pela indústria do cigarro.

Padilha também mencionou o impacto positivo das medidas contra o cigarro, sugerindo que ações semelhantes poderiam ser eficazes contra as apostas online. Ele defendeu restrições para reduzir o consumo entre crianças e adolescentes, alinhando-se a esforços para mitigar problemas causados pelo vício. Essas declarações reforçam a preocupação com a proliferação das bets no país.

Posição do presidente Lula e iniciativas de proteção

O presidente Lula, em entrevista ao ICL Notícias, afirmou que encerraria as apostas online se pudesse, mas reconheceu que a decisão final pertence ao Congresso. Ele criticou a acessibilidade das bets, descrevendo-as como cassinos dentro das casas, afetando crianças e adolescentes por meio de celulares. Lula citou programas como teleatendimento do SUS, autoexclusão e ECA Digital para combater o vício e proteger famílias.

Hoje o cassino está dentro da sua casa, com o seu filho de 10 anos, com o seu neto de 11 anos, com a sua neta e com a sua filha, utilizando o celular do pai, que é contra o jogo de azar, gastando dinheiro desnecessário, enriquecendo as bets.

As declarações de Lula e Padilha surgem em meio a crescentes preocupações com o vício em jogos de aposta, especialmente entre pessoas com compulsão. O governo busca limitar a publicidade e o acesso, comparando o cenário ao combate ao tabagismo. Essas medidas visam reduzir o impacto social e econômico das apostas online no Brasil.

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