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Mutirões indígenas vão oferecer 13 mil atendimentos em cinco estados a partir de junho

© AgSUS/ Divulgação
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O Programa Agora Tem Especialistas iniciará uma série de mutirões para oferecer mais de 13 mil atendimentos, incluindo consultas, exames e cirurgias, em territórios indígenas dos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá, Pará e Tocantins. A iniciativa, executada pela AgSUS em junho de 2026, busca ampliar o acesso de povos originários à atenção especializada por meio do Sistema Único de Saúde. As ações contemplam polos-base em diferentes regiões e envolvem parcerias com instituições como o Hospital Einstein Israelita e a ONG Zoé.

Mutirões programados para junho e julho

Os atendimentos ocorrerão em territórios específicos, como os polos Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú no Ceará, o território Xukuru do Ororubá em Pernambuco e a Casai de Macapá no Amapá. No norte do Pará, o foco está no território Tumucumaque, enquanto na Terra Indígena Zo’é, em Tocantins, os serviços serão prestados nos dias 20 e 21 de junho. Até o dia 20 de junho, mutirões também serão realizados no território Xukuru do Ororubá, com cirurgias oftalmológicas marcadas para 1º e 2 de julho.

As especialidades contempladas incluem pediatria, ginecologia, obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral. Os procedimentos envolvem consultas, exames diagnósticos e intervenções cirúrgicas, sempre respeitando as especificidades culturais de cada povo. Essa abordagem integrada permite que as equipes atuem diretamente nas comunidades, evitando deslocamentos longos para centros urbanos.

Objetivos e parcerias estratégicas

A Secretaria de Saúde Indígena, representada por Lucinha Tremembé, coordena as ações junto com a AgSUS, liderada por André Longo, e conta com o apoio de organizações como Aldeia em Foco e Associação Médicos da Floresta. O objetivo central é reduzir desigualdades no acesso à saúde e diminuir barreiras geográficas e culturais que historicamente afetam as populações indígenas.

O que estamos fazendo é aproximar o Sistema Único de Saúde (SUS) desses territórios, reduzindo desigualdades e ampliando a capacidade de resposta da rede de saúde indígena.

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Lucinha Tremembé

Com essa estratégia, o programa fortalece a integralidade do cuidado e responde às demandas locais de forma mais ágil. Os mutirões representam uma resposta concreta para ampliar a capacidade da rede de saúde indígena em 2026.


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