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Operação Monjauro prende médico e enfermeira por venda de remédios irregulares no Rio

© Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

No dia 12 de abril de 2026, um médico e uma enfermeira foram presos em flagrante durante a Operação Monjauro, acusados de comercialização de medicamentos irregulares em uma clínica na Estrada do Joá, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. A ação foi deflagrada pela Delegacia do Consumidor (Decon) e pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) após uma denúncia de uma paciente que buscava tratamento para engravidar. Os agentes encontraram canetas emagrecedoras proibidas, hormônios sem registro na Anvisa e diversos itens vencidos, resultando na apreensão do material e na prisão dos responsáveis.

Detalhes da operação

A Operação Monjauro teve início a partir de um trabalho de inteligência e monitoramento desencadeado pela denúncia da paciente. Policiais da Decon e peritos do ICCE realizaram uma fiscalização surpresa na clínica, onde identificaram diversas irregularidades. O médico, dono do estabelecimento, e a enfermeira, responsável técnica, foram detidos no local.

Durante as buscas, os agentes apreenderam produtos de origem desconhecida, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ação destacou a importância de denúncias para combater práticas ilegais no setor de saúde. A Secretaria de Estado de Polícia Civil confirmou que as prisões ocorreram em flagrante devido à gravidade das violações.

Diante da gravidade das irregularidades, o dono da clínica, que é médico, e a responsável técnica do local, uma enfermeira, foram presos em flagrante.

Irregularidades encontradas

Entre os itens apreendidos, estavam canetas emagrecedoras proibidas, hormônios sem registro na Anvisa e medicamentos vencidos. Esses produtos representam riscos significativos à saúde pública, especialmente para pacientes em busca de tratamentos como fertilidade. A denúncia inicial veio de uma mulher que notou algo suspeito durante sua consulta na clínica.

A comercialização de medicamentos irregulares viola normas sanitárias e pode causar danos irreparáveis aos consumidores. Os policiais enfatizaram que os itens não possuíam qualquer aprovação oficial, o que agrava o caso. A operação reforça a necessidade de vigilância constante em estabelecimentos de saúde.

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Durante as buscas, os policiais encontraram canetas emagrecedoras proibidas, hormônios sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversos medicamentos vencidos.
Os itens tinham origem desconhecida e não possuíam autorização da Anvisa.

Implicações e próximos passos

A prisão do médico e da enfermeira pode levar a investigações mais amplas sobre redes de distribuição de medicamentos ilegais no Rio de Janeiro. Autoridades alertam para os perigos de tratamentos não regulados, especialmente em áreas sensíveis como emagrecimento e fertilidade. A clínica na Estrada do Joá permanece sob escrutínio, com possibilidade de fechamento temporário.

Especialistas recomendam que pacientes verifiquem sempre a procedência de medicamentos e consultem profissionais licenciados. A Operação Monjauro serve como exemplo de como ações coordenadas podem proteger a população. Novas atualizações sobre o caso devem ser divulgadas pela Polícia Civil nos próximos dias.


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