No dia 17 de abril de 2026, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades anunciaram o lançamento de dois editais voltados para o fortalecimento de iniciativas culturais em territórios periféricos. O evento, intitulado “Cultura & Saúde – parceria que dá certo!”, marcou as comemorações dos 125 anos da Fiocruz e ocorreu nos campi de Manguinhos e Maré, no Rio de Janeiro. A iniciativa busca promover a cultura como ferramenta para a transformação social, combatendo desigualdades e racismo, além de ampliar o diálogo com as periferias para melhorar a saúde pública.
Detalhes do lançamento e participantes
A cerimônia contou com a participação de representantes chave, como Marly Marques da Cruz, da Fiocruz, Gustavo Amaral, da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Luis Fernando Donadio, da Fiotec, e Breno Lacet Lucena, da SocultFio. Esses editais, apoiados pela Fiotec e SocultFio, focam em formação para captação de recursos e grafites artísticos. O anúncio reforça a atuação da Fiocruz em territórios periféricos, integrando cultura e saúde como elementos essenciais para o desenvolvimento comunitário.
Durante o evento, os palestrantes destacaram a importância de parcerias intersetoriais. A Fiocruz, com sua trajetória de 125 anos em saúde pública, vê na cultura uma aliada para enfrentar desafios sociais. Essa abordagem inovadora visa não apenas preservar a vida, mas também fomentar críticas sociais e equidade nas comunidades.
Objetivos e impacto social
Os editais pretendem reforçar o papel da cultura na promoção da saúde e na redução de desigualdades. Ao investir em territórios periféricos, a iniciativa cria oportunidades para que essas áreas se tornem centros de inovação e resistência. A rede Nós Periféricos, mencionada no evento, exemplifica o compromisso em gerar impactos positivos, ampliando o alcance de projetos culturais que dialogam diretamente com as realidades locais.
Trazemos hoje a ideia de cultura e saúde como uma parceria que dá certo e precisamos ampliar as possibilidades das periferias. A Fiocruz tem uma forte atuação nesses territórios e precisamos construir um projeto de enfrentamento às desigualdades, ao racismo e a tudo que seja contra a vida. Fazemos ciência para a vida.
Marly Marques da Cruz
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São 125 anos pensando em saúde, e com o apoio da Fiotec acredito que este projeto trará uma nova energia para o campus da Fundação. Levar essa iniciativa para a Fiocruz é também levar uma cultura de crítica social e de enfrentamento às desigualdades nas nossas comunidades.
Gustavo Amaral
Perspectivas futuras e conquistas
Especialistas no evento enfatizaram que produzir cultura equivale a produzir saúde, integrando arte e ciência para benefícios tangíveis. Essa parceria entre Fiocruz e Ministério das Cidades abre caminhos para mais intervenções em periferias, promovendo um modelo replicável em outras regiões do Brasil. Com foco em grafites e captação de recursos, os editais incentivam a participação comunitária e o empoderamento local.
Numa instituição de saúde, ciência e tecnologia, ter esse olhar para a cultura é uma grande conquista. Produzir cultura é também produzir saúde na veia.
Luis Fernando Donadio
Pensamos a periferia como um lugar de oportunidades. Criamos a rede Nós Periféricos, que reúne iniciativas que geram impacto significativo nos territórios, e queremos que isso se amplie ainda mais.
Breno Lacet Lucena
Essa iniciativa reflete um compromisso contínuo com a transformação social, alinhando-se aos objetivos de saúde pública e inclusão. À medida que os editais avançam, espera-se um fortalecimento das periferias como espaços de vitalidade cultural e bem-estar coletivo.
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