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Lula indicará novo nome para o STF após rejeição de Messias, diz Randolfe

© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicará um novo nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado. A declaração ocorreu durante uma sessão no Congresso Nacional, em Brasília, na quinta-feira, 30 de abril de 2026, um dia após a votação que barrou a nomeação. Enquanto o governo defende a prerrogativa constitucional de Lula, a oposição pressiona para que não haja nova indicação antes das eleições de outubro de 2026.

Governo defende indicação imediata

Randolfe Rodrigues enfatizou que o presidente não renunciará à sua atribuição de encaminhar um indicado ao STF. Ele respondeu a questionamentos durante a sessão, destacando a legitimidade de Lula, eleito pelo povo brasileiro, para exercer essa função até o fim de seu mandato em 1º de janeiro de 2027. A rejeição de Messias, segundo Randolfe, não altera a determinação do governo em preencher a vaga.

Tenho certeza de que o presidente da República vai fazer uso de sua atribuição. Não tem por que o presidente da República renunciar à atribuição de encaminhar um indicado ao Supremo Tribunal Federal.

Randolfe Rodrigues

A oposição, representada por figuras como Rogério Marinho, líder da oposição, Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro e Eduardo Girão, argumenta que o calendário eleitoral pressiona o processo. Eles pedem que Alcolumbre, como presidente do Congresso, não paute uma nova indicação, citando o recesso de julho e as eleições de outubro como motivos para adiamento.

O senhor, que preside o Congresso Nacional, não recepcione a possibilidade de nos debruçarmos, de novo, sobre uma escolha para o Supremo Tribunal Federal. Nós teremos um pleito agora, em outubro, teremos um recesso, em julho.

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Rogério Marinho

Oposição critica calendário eleitoral

Randolfe rebateu as críticas, questionando por que Lula abdicaria de sua prerrogativa constitucional. Ele afirmou que a rejeição de Jorge Messias não se baseou em seu currículo ou competência, mas em uma antecipação do processo eleitoral. Essa visão da oposição vê a votação como influenciada pelo contexto das eleições iminentes.

Por que razão o presidente da República iria abdicar de sua atribuição? Até 1º de janeiro, eleito pelo povo brasileiro, o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva.

Randolfe Rodrigues

Temos uma circunstância pressionada pelo calendário eleitoral. Então, o risco da derrota na votação de ontem era algo previsto. O que foi apreciado ontem não foi o currículo do ministro Jorge Messias, não foi sua competência e capacidade para ser ministro do STF.

Randolfe Rodrigues

A tensão entre governo e oposição reflete disputas mais amplas no Congresso Nacional. Enquanto o governo busca consolidar sua influência no STF, a oposição usa o calendário para postergar decisões que possam beneficiar o atual presidente. Essa dinâmica pode influenciar o equilíbrio de poderes no Judiciário brasileiro nos próximos meses.


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