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Lula critica guerras globais e defende multilateralismo em fórum na Espanha

© Ricardo Stuckert / PR
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No dia 18 de abril de 2026, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva proferiu um discurso contundente durante a quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. Lula criticou as guerras em curso ao redor do mundo, destacando seus impactos devastadores sobre as populações pobres, e defendeu o fortalecimento do multilateralismo por meio de ações coordenadas pela ONU. O evento contou com a presença de líderes como os presidentes Pedro Sánchez (Espanha), Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e o ex-presidente Gabriel Boric (Chile), reforçando o apelo por uma abordagem global contra conflitos desnecessários e desinformação.

Lula enfatizou que as guerras agravam problemas como fome, analfabetismo e falta de vacinas, questionando a responsabilidade de líderes que as iniciam. Ele apontou conflitos específicos, incluindo a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e o embate entre EUA e Irã. Esses temas foram centrais em sua manifestação, que buscou condenar imposições unilaterais e promover a soberania territorial e eleitoral.

Impactos das guerras sobre os pobres

O presidente brasileiro destacou como as guerras afetam diretamente as economias globais, elevando preços de alimentos e combustíveis em países distantes dos conflitos. Ele usou exemplos concretos para ilustrar esses efeitos, conectando decisões geopolíticas a consequências cotidianas para as populações vulneráveis. Essa abordagem visou sensibilizar os líderes presentes sobre a urgência de priorizar a paz em meio a desafios humanitários persistentes.

O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?

Além disso, Lula criticou a prevalência da desinformação, afirmando que a mentira tem superado a verdade na era digital. Ele defendeu a necessidade de regulação global das plataformas digitais para combater interferências eleitorais e preservar a soberania dos povos.

Apelo por ações da ONU e multilateralismo

Lula pediu que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, independentemente da aprovação dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, para lidar com crises globais de forma mais ágil. Essa proposta reflete sua visão de um multilateralismo fortalecido, capaz de contrariar ações unilaterais e promover coordenação internacional. O discurso também abordou a regulação de plataformas digitais como essencial para combater a desinformação e interferências externas em eleições.

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Precisamos exigir que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir aos cinco membros do Conselho de Segurança.
A verdade, nua e crua, é que a mentira ganhou da verdade. Esse é o dado concreto. Para mentir, você não tem que explicar. Para se justificar, você tem que se explicar.
Ela precisa funcionar para garantir, por exemplo, que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode o presidente da República interferir na eleição de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial? Esse é um tema que nós precisamos discutir e nos fazer ouvir. E o cenário que temos que brigar é dentro das Nações Unidas.

A participação de Lula no Fórum de Defesa da Democracia em Barcelona reforça o compromisso do Brasil com diálogos internacionais sobre democracia e paz. Com a presença de líderes de diversos continentes, o evento serviu como plataforma para debater soluções coletivas diante de um cenário global marcado por instabilidades. Esse posicionamento alinha-se aos esforços do presidente em promover uma agenda progressista no âmbito internacional, priorizando a equidade e a cooperação multilateral.


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