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Ministros lançam editais de R$ 604 milhões para conectar 3,8 mil UBS com internet

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram na segunda-feira, 11 de maio de 2026, dois editais que pretendem conectar até 3,8 mil unidades básicas de saúde e ampliar a internet em municípios remotos do país. Os recursos vêm do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações e visam reduzir desigualdades digitais em áreas rurais, ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A iniciativa combina investimentos em infraestrutura com apoio a prestadoras de pequeno porte para fortalecer o Sistema Único de Saúde por meio da telessaúde.

Detalhes dos editais e investimentos

O primeiro edital destina R$ 104 milhões para ligar as UBS por fibra óptica ou satélite, com instalação de Wi-Fi em cada unidade. Essa ação permite que profissionais realizem consultas remotas, compartilhem exames e agilizem diagnósticos sem depender de deslocamentos longos. O segundo edital, no valor de R$ 500 milhões, financia o programa Acessa Crédito Telecom com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e direciona recursos para prestadoras de pequeno porte expandirem a banda larga fixa em localidades com baixa conectividade.

Ambos os editais priorizam municípios que ainda enfrentam limitações de sinal e velocidade. As prestadoras selecionadas devem garantir cobertura estável e manutenção contínua dos equipamentos instalados. Dessa forma, o governo busca garantir que as soluções permaneçam operacionais por longo prazo e atendam às demandas reais das comunidades atendidas.

Impactos esperados no SUS e nas regiões vulneráveis

Com maior acesso à internet de qualidade, as UBS poderão oferecer atendimentos especializados sem que pacientes precisem viajar para grandes centros. A telessaúde reduz filas, encurta o tempo de espera por consultas e melhora o acompanhamento de doenças crônicas em locais de difícil acesso. Especialistas estimam que a medida beneficiará diretamente populações que hoje dependem de conexões precárias ou inexistentes.

Além dos ganhos em saúde, a expansão da infraestrutura digital favorece o desenvolvimento econômico local ao permitir que pequenos negócios acessem plataformas de venda online e serviços financeiros. As regiões contempladas incluem áreas de difícil logística, onde a chegada da banda larga representa um passo importante para a inclusão digital. O cronograma prevê início das implantações ainda em 2026, com acompanhamento periódico dos resultados.

Os editais reforçam a estratégia federal de usar recursos do Fust para projetos de impacto social. Ao combinar saúde e conectividade, a iniciativa atende a uma demanda histórica de municípios que enfrentam dupla carência de estrutura física e digital. A expectativa é que os resultados comecem a aparecer nos próximos meses, à medida que as primeiras UBS forem integradas à rede.


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