O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou nesta terça-feira que a proposta de extinção da escala de trabalho 6 por 1 enfrenta forte oposição de grupos econômicos influentes, que estariam recorrendo a práticas de terrorismo econômico para adiar a votação no Congresso Nacional. Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, Boulos destacou que a medida visa reduzir a jornada semanal para 40 horas e que os benefícios superam amplamente os custos alegados pelos críticos.
Impacto econômico e histórico da medida
Boulos citou estudo recente do Dieese que aponta impacto de apenas 1% nos custos das empresas caso a jornada seja reduzida. O ministro comparou a resistência atual a episódios passados da história brasileira, como a criação do salário mínimo por Getúlio Vargas na década de 1940. Segundo ele, avanços semelhantes, incluindo a instituição do 13º salário, sempre enfrentaram objeções de setores conservadores, mas acabaram se consolidando como direitos fundamentais dos trabalhadores.
A proposta também visa melhorar a qualidade de vida da população ocupada, especialmente das mulheres. Boulos ressaltou que o fim da escala 6 por 1 proporcionaria maior tempo para descanso, estudos e cuidados familiares, contribuindo para o aumento da produtividade e a redução de problemas de saúde mental.
Benefícios para a saúde e produtividade
O ministro observou que trabalhadores exaustos rendem menos e que o país registra crescimento expressivo de casos de burnout, ansiedade e depressão relacionados ao excesso de trabalho. Ele defendeu que o governo Lula foi eleito para enfrentar esses interesses e ampliar direitos trabalhistas, em vez de postergar discussões necessárias.
Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo.
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Guilherme Boulos
Além disso, Boulos enfatizou que a redução da jornada representa um alívio concreto para as trabalhadoras, permitindo melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. A entrevista reforçou o compromisso do Executivo com a tramitação da proposta, apesar das pressões contrárias.
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